Prepare-se: o futuro do trabalho chegou

A automatização dos processos de manufatura na 4ª revolução industrial e o movimento de avanço da tecnologia trouxeram um complexo debate as mesas das empresas: o futuro do trabalho. Segundo informações divulgadas pelo Fórum Econômico Mundial, uma média de sete milhões de empregos serão extintos em breve em mercados ao redor do mundo. Neste contexto, este período da sociedade pode parecer propício a escassez de talentos, desemprego em massa e a uma crescente desigualdade. Mas, a verdade é que ao ser gerenciada com sabedoria por todas as partes interessadas na transformação a fase é benéfica para os profissionais ao representar uma otimização dos cargos e resultar em melhorias na qualidade de vida.

De acordo com Flora Alves, uma das maiores especialistas em aprendizagem corporativa do Brasil e idealizadora do Trahentem®, uma maneira de compreender o conceito é analisá-lo em dois aspectos diferentes. Em primeiro lugar é preciso traçar  as formas que os recursos tecnológicos estão modificando as relações de trabalho. Em seguida, é fundamental encontrar meios de integrar os departamentos da companhia a fim de definir a partir de observações os novos modelos de atuação.

“Ao longo destas ações, os Recursos Humanos não podem esquecer de desenvolver um olhar aguçado para o capital humano. Afinal, a adoção das últimas plataformas tecnológicas é um caminho que impulsiona o crescimento do negócio. Por outro lado, também abre margem para o aparecimento de gaps no desempenho dos colaboradores – o que é capaz de minar os efeitos positivos deste momento inovador. Ou seja, atualmente as organizações devem enxergar as pessoas como recursos valiosos em vez de apenas uma responsabilidade. No futuro, elas estarão no centro do progresso”, afirma Flora.

Em suma, o tempo de moldar o futuro do trabalho chegou. Veja abaixo as dicas da especialista para quem tem este poder em mãos:

Pró-Atividade

A alta liderança e os diretores de RH devem construir uma estratégia de força de trabalho responsável por suprir os desafios desta era. Para que isso aconteça, é necessário reservarem um espaço na agenda para um brainstorming no qual irão mapear as mudanças em andamento, documentar os empregos e as práticas corporativas em declínio, e, destacar as possíveis oportunidades em um novo cenário comercial.

Formato de Trabalho

Uma grande preocupação das empresas são os gastos laborais. Por consequência, o formato de trabalho tende a ser flexível com a estimulação dos programas de home office e a descentralização das operações.

Inserção Tecnológica

Apesar do surgimento de muitas tecnologias, é fundamental que três recursos fiquem na lista de prioridades das empresas nos primeiros anos da transformação. Entre eles encontra-se a computação na nuvem onde os servidores remotos hospedados em datacenters permitem que as informações do negócio permaneçam a um toque a qualquer hora ou local. Além de poupar os custos que ocorrem em espaços físicos, o sistema é extremamente seguro porque garante cópias dos dados em diferentes pólos. Então, em casos de falhas em algum núcleo,  o acesso a rede é imediatamente direcionado a outro. Estas possibilidades de flexibilização otimizam o ecossistema organizacional.

O uso do big data também faz parte dos destaques tecnológicos durante a transição. A finalidade do método é filtrar o excesso de conteúdos dos quais as pessoas são expostas diariamente a fim de transformá-los em insights de valor para o planejamento estratégico. Logo, trata-se de  um meio que ajuda os executivos a estabelecer indicadores organizacionais, mensurar a eficácia dos processos internos, prever e gerir riscos, conhecer o padrão comportamental dos clientes e reconhecer oportunidades de mercado. Por fim, a inteligência artificial finaliza o ranking de tecnologias indispensáveis no ambiente corporativo ao simular a inteligência humana enquanto acompanha o comportamento dos funcionários. Neste caso, as pessoas assumem as tarefas estratégicas e os robôs os âmbitos operacional e tático.

Suporte à performance

Além de oferecer um treinamento com o intuito de desenvolver a competência de aprendizagem ágil, em meio a processos de transformações sociais, é imprescindível ter um planejamento de suporte à performance a fim de suprir os gaps que serão ocasionados no desempenho dos colaboradores. A iniciativa aumenta a segurança na hora de implantar os novos conhecimentos e evita ruídos de informações – o que garante uma execução assertiva.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *