Por que construir o treinamento de forma colaborativa? 

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de cada dez empresas apenas quatro sobrevivem depois de cinco anos de atividade. Entre os motivos que contribuem para esta estatística é possível citar a ausência da capacidade de inovar nos negócios. Afinal, aqueles que deixam de ir em busca do novo acabam estagnados no mercado – o que aumenta as chances de falência. Já ao interpretar esta questão sob o ponto de vista atual, a sociedade volátil da 4ª revolução industrial exige ainda mais que os executivos implantem uma cultura organizacional de inovação.

Quando se trata de inovação, as pessoas tendem a associá-la quase que imediatamente a tecnologia. Mas, na verdade a habilidade ultrapassa a seara tecnológica principalmente no ambiente corporativo sendo representada pela atitude de procurar uma alternativa de ir além da zona de conforto a fim de alavancar o nível de competitividade da companhia. Na prática, a iniciativa apresenta duas finalidades: criar novos processos ou aperfeiçoar os existentes. Diante deste panorama, é necessário que os designers instrucionais tenham em mente que independente da demanda organizacional é importante mobilizar a equipe a trabalhar de forma colaborativa para atingir resultados excepcionais.

Apesar do ato de sentar em frente ao computador no momento de construir uma solução de aprendizagem fazer parte da rotina, trata-se de uma armadilha. O cérebro humano é condicionado a solucionar um desafio por meio de uma rota segura, então, os profissionais costumam desenvolver um treinamento sempre pelo mesmo caminho inclusive se ele não for a melhor escolha em determinada situação. Contudo, inovar de forma assertiva significa sair da caixa. Quer dizer, do escritório. Para estimular uma mudança de mindset, é preciso realizar tarefas que fujam do cotidiano como interagir com os colegas de trabalho.

De início, a ideia de bater um papo com alguém de fora da área parece sem sentido. Mas, é eficaz especialmente na fase de diagnóstico. O conhecimento é uma bagagem adquirida de maneira contínua e conversar com especialistas de outros segmentos é uma oportunidade de gerar insights valiosos que muitas vezes passam despercebidos quando se está preso na própria bolha. Ou seja, o envolvimento de times multidisciplinares no processo é enriquecedor. Em uma educação corporativa é essencial desprender-se da autoridade do saber, exercer a escuta e a flexibilidade. Trazer a alta liderança para o projeto também é uma ótima sugestão, pois a governança detém o planejamento estratégico da empresa. Portanto, a elaboração conjunta evidencia as reais necessidades organizacionais e garante que elas serão atendidas com o treinamento.

Neste contexto, tenho orgulho em revelar que a colaboração é uma das características presentes nos pilares do Trahentem. Idealizei a metodologia com a intenção de guiar designers experientes ou iniciantes na construção de uma solução de aprendizagem corporativa de forma ágil e segura. Nela, o trabalho colaborativo acontece com o uso de Canvas em paralelo a post-its onde todos são chamados a contribuir com uma ideia sem preocuparem-se com julgamentos. Há também a versão online na qual os colaboradores remotos conseguem participar do projeto. Te convido a entrar nesta onda colaborativa e conhecer os benefícios de um time integrado.

Por Flora Alves, CLO da SG – Aprendizagem Corporativa, idealizadora do Trahentem® e uma das maiores especialistas de aprendizagem no Brasil.

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