Quando diversidade e alta performance caminham em sintonia 

Os grupos de terceira idade, pessoas com deficiência, mulheres, negros e LGBT+ costumam pertencer a uma parcela minoritária nos ambientes corporativos brasileiros com as portas do mercado de trabalho abertas graças às exigências presentes na legislação do país. Contudo, as empresas que pensam estritamente no cumprimento de cotas deixam de aproveitar uma oportunidade assertiva de otimização dos negócios. Neste contexto, informações divulgadas pela consultoria McKinsey revelam que os locais com diversidade de gênero apresentam 21% mais chances de conquistar resultados acima da média. Quando se trata de etnias, o número sobe para 33%.

Já o estudo conduzido pela Officina Sophia Conhecimento Aplicado identificou que marcas com propósito têm maior probabilidade de alcançar o público (67%) do que as que buscam simplesmente lucrar (21%). E, os indicadores não poderiam ser diferentes porque ao unir as particularidades da equipe promove-se um movimento de inovação na companhia capaz de distingui-la da concorrência. Além deste benefício, levantar a bandeira à favor da diversidade é um meio de gerar um espaço de valorização ao respeito no qual os colaboradores se sentem à vontade. Logo, acontecem modificações positivas no  nível de clima organizacional e de produtividade.

Apesar da temática estar em avanço, a política de diversidade ainda encontra barreiras para consolidar-se devido aos mindsets um pouco mais conservadores sendo necessário uma transformação cultural. “Nesta fase, o primeiro fator a ser levado em consideração pelos designers instrucionais é a inserção da habilidade de empatia em toda a cadeia organizacional. Inclusive, na própria área de Treinamento & Desenvolvimento que deve servir de exemplo aos demais colaboradores. Afinal, trabalhar a diversidade com assertividade significa estar apto a  colocar-se no lugar do outro de forma intelectual ou emocional”, afirma Flora Alves, uma das maiores especialistas em aprendizagem corporativa do Brasil e idealizadora do Trahentem®.

Ao trazer esta iniciativa para o âmbito da educação corporativa, o ideal é que os profissionais dediquem-se a compreensão das reais necessidades dos variados perfis a fim de encontrar os verdadeiros gaps de performance e os pontos positivos dos aprendizes a serem trabalhados em prol dos negócios. Voltada para designers instrucionais experientes ou iniciantes que desejam construir uma solução de aprendizagem com agilidade e segurança, o Trahentem® é uma metodologia que serve de braço direito nesta empreitada. Nela, há o uso de três Canvas sendo um deles o Di-Empatia.
“O material permite traçar um quadro de treinamento além das necessidades organizacionais – o que contribui para o desenho da performance esperada pela empresa, mas também se alinha a ideologia do método ágil de inserir o aprendiz no centro do treinamento ao conectar o estudo corporativo a uma avaliação completa do colaborador com o exercício da empatia. Consequentemente, os profissionais conseguem chegar em um consenso que beneficie ambas as expectativas fazendo-as crescerem em harmonia”, explica a especialista.

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