Permaneça no controle: 5 reflexões para desprender-se do piloto automático

Certamente você já desejou internamente ter um clone para auxiliá-lo no cumprimento de todas as demandas organizacionais, pois as oito horas diárias terminam em um piscar de olhos. Mas, como na realidade esta alternativa (ainda) é impossível de concretizar-se, a jornada de trabalho apertada resulta em profissionais estressados que costumam cair na armadilha do piloto automático.

Na prática, o cérebro humano apresenta uma média de 100 bilhões de neurônios que organizam-se entre si levando em consideração a bagagem de vida de cada pessoa. Logo, as redes neurais passam a adquirir vícios à medida da ausência de novas experiências neste sistema. Ou seja, ao realizar as atividades sempre de maneiras iguais cria-se entraves para o desenvolvimento pessoal e profissional.

Ao trazer a questão do formato de trabalho mecanizado para o âmbito empresarial, é possível abordar os impactos negativos em dois elementos essenciais no mercado atual: visão estratégica e inovação. Afinal, em um período de constantes transformações é fundamental estar atento às oportunidades de negócio e pensar “fora da caixa” a fim de diferenciar-se da concorrência. No caso da área de Treinamento & Desenvolvimento, o designer instrucional tende a condicionar-se a seguir o mesmo caminho de construção de uma solução de aprendizagem até nos momentos em que os métodos escolhidos mostram-se ineficazes.

“Uma das funções exercidas pelo cérebro é a de armazenar, desenvolver e integrar novas informações. Então, a ação de fechar a mente para novas aprendizagens contribui com a quebra do aprimoramento contínuo da bagagem intelectual. Entretanto, para quem tem interesse em desprender-se do piloto automático, a boa notícia é a de que o cérebro é maleável com possibilidades de ser remodelado com frequência”, afirma Flora Alves, uma das maiores especialistas em aprendizagem corporativa do Brasil e idealizadora do Trahentem®.

Indo de encontro a este fator-chave, a especialista listou as principais reflexões a serem feitas pelos designers instrucionais nesta missão. Veja abaixo:

O treinamento é a resposta para todos os problemas na empresa?

Nem sempre a atividade idealizada pela Educação Corporativa é a resposta correta para sanar os desafios organizacionais. Na verdade, no dia a dia da área a maioria das demandas surgem de uma equipe externa – o que torna imprescindível o olhar do DI já que as soluções de aprendizagem suprem somente as necessidades de aperfeiçoamento de conhecimentos ou competências.

Qual é o papel da colaboratividade na construção de um treinamento?

Ao construir a solução de aprendizagem apenas em frente a um computador, o DI deixa passar em branco conteúdos que poderiam enriquecer o treinamento. Logo, propor-se a trabalhar de forma coletiva com as demais áreas da empresa (principalmente a alta liderança) é o segredo para agregar insights valiosos na iniciativa e alinhar as ações com a estratégia do negócio.

Qual é o foco do treinamento?

Em vez de preocupar-se com o formato das entregas, o DI deve pensar no aprendiz ao inseri-lo no centro do treinamento. Portanto, é preciso refletir sobre os reais gaps de performance do colaborador a fim de detectar as abordagens que mais se adequam às necessidades dele tais como habilidades técnicas, soft skills, blended learning e afins.

O treinamento acabou. E agora?

Um caminho para desenvolver times de alto desempenho sem ter a necessidade de re-trabalho é fazer um planejamento de suporte à performance porque há uma lacuna entre absorver os conteúdos adquiridos e aplicá-los no ambiente de trabalho. Por sua vez, a iniciativa aumenta a segurança do colaborador no momento de implantação dos novos conhecimentos e evita ruídos de comunicação.

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