A seleção de conteúdos em treinamentos: olhando estrategicamente para as tarefas

Alguns conceitos já são velhos conhecidos. Para que um treinamento ou uma solução de aprendizagem seja realmente efetiva, alcançando resultados mensuráveis e promovendo uma mudança de conduta é necessário que se percorra um ciclo composto de: Análise, Design, Implementação e Avaliação.

Este ciclo aponta o caminho necessário a ser seguido para a construção de uma solução de aprendizagem eficaz, centrada no participante e em sua performance de modo a contribuir com os objetivos organizacionais a serem alcançados. Percorrer todas as etapas do ciclo não é uma opção, é uma obrigatoriedade para o alcance de resultados por meio de um treinamento. O que muda é a maneira como fará este percurso, ou seja, que abordagens e instrumentos será utilizado em cada etapa para que tenha sucesso. 

A ferramenta criada por Flora Alves, o Trahentem® para o Design de Aprendizagem com o uso de Canvas é uma maneira rápida, segura e eficaz de percorrer o ciclo citado acima. A metodologia tem potencial para efetivamente revolucionar a maneira como os treinamentos organizacionais são pensados e construídos.

Na prática, o Trahentem® faz uso dos canvas DI-Empatia, DI-Tarefas e DI-ROPES que sintetizam os processos de diagnóstico, seleção de conhecimentos e conteúdos e, por fim, o alcance de soluções focadas na maneira como as pessoas aprendem e em sua performance. Portanto, o método atende às necessidades do Designer Instrucional ao aliar velocidade, criatividade e otimização de resultados para a criação de soluções de aprendizagem completas.

Conhecendo o Canvas DI-Tarefas

De acordo com Flora Alves, uma boa escolha de conteúdo é norteada pelo aprendiz. “Além de optar por disponibilizar a essência de cada tema, é fundamental que o designer instrucional tenha em mente as necessidades de conhecimento do indivíduo e os caminhos ideais para aplicá-lo. Esta iniciativa o ajuda a entender exatamente o que ele deve fazer. Já a organização contará com melhores performances”, afirma.

Por esta razão, Flora desenvolveu o Canvas DI-Tarefas, uma ferramenta de seleção de conteúdos que permite assertividade na seleção, evitando que a experiência de aprendizagem passe a ser uma sessão informativa aborrecida pelo excesso de conteúdos sem aplicação prática. Este canva é basicamente dividido nos seguintes componentes:

Quem vai fazer o que, com qual performance e em quanto tempo – Este componente deve refletir o objetivo específico. Se não conseguir escrever que desempenho é esperado, em quais condições e qual o critério, não conseguirá medir os resultados de uma solução de aprendizagem. Neste caso é muito provável que o GAP de performance existente não possa ser resolvido por treinamento. Um exemplo de objetivo de aprendizagem específico é: de acordo com um perfil de cliente estabelecido a situação definida, o aluno deverá conduzir um diálogo de atendimento em que os comportamentos esperados para fidelização sejam demonstrados.

Em que ambiente será feito o treinamento – Este componente deve refletir a definição quanto ao local e a necessidade de algum tipo de equipamento específico. Algumas perguntas a se fazer são: em que local será realizado o treinamento? Como são as instalações neste local? Que recursos estão disponíveis? Como é o acesso para este local? Um exemplo de local específico é: sala com computadores (um por aluno) com software “x” na versão “y” e acesso a internet.

Tarefa – É necessário utilizar um componente para cada tarefa. Isso ajudará a prosseguir com o Design Instrucional. Que tarefas um colaborador nesta função precisa executar? Qual a sequência destas tarefas? Quanto tempo é necessário para a execução desta tarefa? Em que local esta tarefa é realizada? É possível que estas tarefas sejam, na verdade, comportamentos. Neste caso é necessário o ajuste das perguntas para: como é um bom trabalho em equipe? como você descreve flexibilidade? Alguns exemplos de tarefas são diagramar slides e facilitar treinamentos.

Conhecimento – este componente ajuda a listar os conhecimentos essenciais para que o treinando desempenhe a sua tarefa. Perguntas a fazer para encontrar respostas que serão posicionadas neste espaço: o que uma pessoa precisa saber fazer para realizar esta tarefa? Há algum documento no qual o procedimento desta tarefa esteja registrado? É necessário um conhecimento específico para executar este trabalho? Alguns exemplos de conhecimento são: 7 comportamentos que fidelizam clientes e 6 erros comuns ao se atender um cliente.
“Em uma única imagem é possível identificar as tarefas que o colaborador executa, quais as competências necessárias para a execução delas e a especificação detalhada do local em que a solução de aprendizagem será implantada. O Canvas Di-Tarefas nada mais é do que um meio de analisar os passos a serem trilhados pelo participante para que se atinja o desempenho esperado. E para aqueles que ainda não tem uma solução totalmente definida, a iniciativa ajuda a lapidar o objetivo”, finaliza.

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