Como um Design Instrucional pode analisar os resultados de um treinamento?

Você, eu e todos os demais profissionais somos impactados diariamente por uma enxurrada de informação, não é mesmo? Fica difícil absorver tudo o que vemos e sabemos que pode ser útil para as nossas carreiras.

Bem, quando falamos em absorção de conhecimento no contexto corporativo, o design instrucional, tem um papel fundamental. Ele se destaca na adaptação de conteúdos focados no desenvolvimento de habilidades e competências, por meio de caminhos mais ágeis, dinâmicos e interativos de ensino.

E como sabemos que atualmente tudo precisa ser mensurado para provar que realmente funciona, não sendo diferente no Treinamento & Desenvolvimento não é diferente, o que um DI precisa ficar atento para avaliar a efetividade de um treinamento?

O ponto que mais se destaca fica por conta de definir corretamente os objetivos de aprendizagem, especialmente quando se trata de um treinamento customizado. Afinal, cada organização conta com objetivos, culturas, missões, visões e valores diferentes e isso deve ser encarado com muita atenção, pois o que é bom para uma empresa, pode acabar não sendo igualmente satisfatório para outra.

“O objetivo educacional é o ponto de partida e o ponto de chegada do Design Instrucional. É onde ele começa o treinamento para fazer tudo em torno deste objetivo que precisa ser atingido e onde ele vai terminar com o objetivo sendo cumprido”, afirma Flora Alves, CLO da SG Aprendizagem Corporativa e idealizadora do Trahentem.

Auxílio de ferramenta

A fase de diagnóstico precisa ser mais que um levantamento de necessidades ou, como é bastante conhecido, LNT. Quando feito este processo, quase inconscientemente estamos em busca de problemas para quais a solução está relacionada à aprendizagem. A Pinnacle Performance Partners propõe uma análise que amplia o entendimento desse levantamento, que é ela: Análise organizacional + Análise de performance + Análise de quem performa = Treinamento necessário.

Antes de indicar uma solução de aprendizagem, é necessário certificar de que o problema de performance existente pode ser resolvido por meio de treinamento das pessoas que performam. Esta análise deve levar ao entendimento dos resultados que a empresa busca atingir em termos de performance, e esta, por sua vez, está diretamente relacionada às tarefas, ou seja, ao processo por meio do qual esta performance ocorre. Enquanto o diagnóstico busca identificar o que se quer atingir por meio desta solução de aprendizagem, a estratégia de avaliação deve descobrir se os resultados esperados foram alcançados.

O Canvas DI-Empatia presente na ferramenta Trahentem® conecta a análise organizacional à análise do indivíduo, pois ele investiga o que se quer alcançar enquanto organização ao mesmo tempo que faz um exercício de empatia com o indivíduo que precisa realizar tarefas para que este resultado seja alcançado. Ele permite fazer perguntas para entender se o que esse indivíduo precisa é ou não aprender ou aprimorar conhecimentos e habilidades para que possa executar o seu trabalho da maneira que se espera. Confira:

PERGUNTA A FAZER – Quem vai fazer o que? Utilizando quais recursos, com qual performance e em quanto tempo? Se não conseguir responder a esta pergunta com clareza, é provável que o GAP de performance existente não possa ser eliminado por meio de uma solução de aprendizagem.

EXEMPLO DE OBJETIVO DE APRENDIZAGEM ESPECÍFICO – Com a ajuda de planilhas, dados, informações sobre o cliente material de apoio, o participante deverá criar uma proposta de venda que inclua no mínimo três gráficos e descreva como os benefícios do produto vão ao encontro das necessidades do cliente.

Nesse processo de diagnóstico com o uso do Canvas DI-Empatia, é possível identificar de que maneira a performance do indivíduo se encaixa nos objetivos da organização. A performance esperada vai permitir que se descubra quais são os padrões requeridos na execução das tarefas e compará-la com a atual entrega destas pessoas. O exercício da empatia vai ajudá-lo a descobrir quais as dificuldades para a performance ou execução das tarefas e assim identificar quais são as tarefas que precisam ser aprendidas ou aprimoradas.

“Ao reconhecer o objetivo organizacional a ser impactado e o padrão de performance esperado, você já tem condições de como vai medir o resultado”, finaliza Flora Alves. 

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