Como os processos de aprendizagem pode ajudar empresas a serem melhores?

O título desse post é um dos pilares fundamentais do profissional de Treinamento & Desenvolvimento. Afinal, todo e qualquer treinamento tem como objetivo deixar pessoas e empresas melhores. Mas, como é o cuidado e objetividade de fazer um processo de aprendizagem realmente pensado na dor e nos objetivos organizacionais?

Bem, para que tudo funcione de maneira plena, é preciso pensar em quem aprende, ou seja, nas pessoas para quem uma solução de aprendizagem é desenhada. Você leitor já se fez esta pergunta: Será que eles, os aprendizes, consideram os treinamentos que estão sendo oferecidos relevantes para sua carreira ou seu desenvolvimento profissional? 

Muitos dos treinamentos que são oferecidos são baseados em conteúdos teóricos, não focados na vida real dos participantes. Por isso, muitas vezes, o conteúdo não está conectado com a prática, tornando o treinamento uma obrigação e não um aprendizado útil, relevante. Para eliminar essa dor é preciso conectar a aprendizagem com a vida das pessoas, colocando-as no centro de todo o processo e com os objetivos do negócio. Uma solução de aprendizagem precisa ser customizada de acordo com as necessidades das pessoas que serão treinadas para adquirir novos conhecimentos ou desenvolver determinadas habilidades.

Um bom diagnóstico assegura que treinamentos sejam oferecidos somente quando necessário e que os conteúdos essenciais sejam abordados valorizando o tempo das pessoas e focando naquilo de que realmente necessitam, com objetivos de aprendizagem e métricas estabelecidas. Uma experiência de aprendizagem completa começa antes da intervenção e conta com ações de transferência e suporte à performance envolvendo todos os stakeholders neste processo..

Processos psicológicos de aprendizagem

Nossos sentidos são responsáveis por captar as informações ao nosso redor, e somos bombardeados por informações o tempo todo. Cada um dos nossos sentidos tem uma capacidade de processamento, sendo: visão, 83%; audição, 11%; olfato 3,5%; tato, 1,5% e paladar 1%. Por isso, quanto maior o grau de envolvimento organizado e significativo dos sentidos, maior a facilidade para o aprendizado.

“Notamos somente o que parece ser relevante, pois somos dotados por com uma habilidade automática de filtrar irrelevâncias. Esse são os nossos filtros perceptíveis. Independente da fonte utilizada para transmitir os conhecimentos, filtramos só o que percebemos como relevantes. A informação que passa por nossos filtros, ingressará em nossas memórias de curto prazo onde acontece o processamento ou tratamento das informações. Por essa razão, ao introduzir um conhecimento, devemos focar no essencial para segurar a passagem pelo filtro. Se a informação é percebida como relevante, ela passa para a memória de longo prazo, no entanto, se essa informação não recebe tratamento, ela desaparece em cerca de 10 a 15 segundos. A percepção de aplicabilidade e utilidade imediata do assunto assegura que a informação seja tratada”, explica Flora Alves, idealizadora da metodologia Trahentem® e CLO da SG – Aprendizagem Corporativa.

A memória de curto prazo retém de cinco a nove itens ou pacotes, e isso depende do conhecimento prévio existente. Por isso, a introdução de novos conhecimentos deve ser feita sempre em pequenos pacotes para evitar a sobrecarga de informações e favorecer a gerência da área cognitiva.“Para facilitar esse processo, é necessário ativar conhecimentos prévios conectando as novas informações a modelos mentais pré-existentes. Exemplos e analogias ajudam a fazer essa conexão. Informações bem estocadas e organizadas, podem ser recuperadas ao longo de toda a nossa existência, e para que isso aconteça, é preciso promover ensaios e codificação. Vem daí o papel fundamental do envolvimento de quem aprende no processo de aprendizado. Exercitar é preciso, assim como praticar a recuperação. Imagine uma memória de longo prazo com um armário com inúmeras gavetas. Uma vez que o conhecimento seja guardado, é preciso saber em que gaveta guardamos para recuperar essa informação no futuro. Aprendizado é mudança e esse processo é contínuo”.

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