As competências da Liderança Empática e Remota

A conduta dos líderes nunca esteve tão em evidência como agora com os desafios que a crise que a Covid-19 gerou. O líder autoritário, superior, estratégico, distante não tem mais vez.

Uma pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 90% das empresas consultadas fizeram mudanças em relação aos profissionais e 75% aprimoraram a gestão. Com a mudança de comportamento atrelada à pandemia, a liderança tem papel fundamental para a efetividade das ações definidas pelas empresas, focando em treinamentos e transformações.

Já a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua do IBGE, diz que nos próximos 20 anos, 58% dos empregos formais e informais no Brasil poderão ser substituídos por máquinas. Ao mesmo tempo, novas ocupações surgirão e exigirão profissionais com capacidade crítica e analítica desenvolvidas: pessoas com perfil de liderança estarão entre as mais requisitadas pelos recrutadores.

Porém, novas características e um novo comportamento de gestão estão sendo exigidos dos líderes. A partir de agora, humano, compreensivo e próximo são as características esperadas das lideranças.

Um líder que compreende

Um líder que se preocupa com a saúde, o bem-estar e a segurança dos seus colaboradores são características essenciais no presente e mais ainda no mundo pós-pandemia. Além disso, a tendência de que muitas empresas optem pelo trabalho remoto para boa parte dos funcionários revela uma outra necessidade: um líder precisa compreender seus colaboradores, o contexto em que eles vivem e quem eles são por trás dos crachás. Essa atitude compreensiva será o segredo para diminuir o estresse na rotina das empresas e garantir o cuidado com a saúde mental das equipes.

Empatia, inteligência emocional, resiliência, criatividade, cooperação e formação de redes, dentre outros aspectos, não são exatamente novidade, mas ganharam um novo “tom”, à medida que têm se mostrado essenciais em qualquer relação de trabalho.

Um líder mais humano

O modelo antigo que tínhamos de um líder, focado somente no seu objetivo econômico e que deixava de lado o bem-estar coletivo, está com os seus dias contados nas organizações. O posicionamento “pessoas em primeiro lugar”, que algumas empresas já utilizavam no passado, agora, precisa ser realmente posto em prática.

Humanização é a principal necessidade de praticamente todas as profissões, desde a área da saúde até a de tecnologia. Agora, com as mudanças constantes no mercado de trabalho, ampliadas pela pandemia do coronavírus, o lado humano precisa ser incorporado também nos cargos mais altos das empresas.

Outras atitudes que definem a figura de um bom líder da era remota

– Saber ouvir
– Ser empático (saber se colocar no lugar do outro)
– Ter capacidade de administrar conflitos
– Adaptar o estilo de liderança de acordo com a situação ou com o nível de maturidade da equipe
– Ser capaz de identificar o potencial de cada indivíduo, estimulando-o no seu desenvolvimento
– Saber se comunicar
– Partilhar informações
– Estar em constante busca por conhecimento
– Preparar sucessores
– Manter coerência entre o discurso e a prática

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